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Disrupção a caminho da estrutura portuária?

Atualizado: 16 de Abr de 2019

Peculiaridades da aplicação de softwares Loginfo na gestão portuária e os aspectos a serem vencidos para a automação da gestão



Peculiaridades da aplicação de softwares na gestão portuária e os aspectos a serem vencidos para a automação da gestão

Em menor ou maior espectro, a era digital está mudando os negócios. Por isso, utilizar sistemas e softwares é essencial, e todas as áreas estarão contempladas e terão os ganhos efetivos com informações em tempo real, serviços integrados, o que reflete diretamente no nível de serviço prestado e sentido pelo cliente.


O setor portuário, por exemplo, vem evoluindo muito na utilização de softwares, impulsionado pelas necessidades de mobilidade, gestão à vista como apoio a tomada de decisões, big data e integrações com os demais sistemas que compõem toda a cadeia logística. Essa declaração de Elton Willrich, diretor Comercial da Loginfo, resume o cenário dos portos brasileiros em relação ao tema.


De acordo com Caroline Zani Helaehil, responsável pelo departamento de comunicação da T2S, empresa de projeto e desenvolvimento de soluções de software com exclusividade para o setor portuário, “pesquisa do DS Research sinaliza que apenas 9% dos terminais no

mundo todo são automatizados. Por isso, investimentos no departamento de TI tornam-se primordiais”.


O quadro é complementado pela posição de Vander Serra de Abreu, diretor da iPortSolutions, para quem o momento se caracteriza pela maior quebra de paradigmas em âmbito mundial, em consequência dos preceitos voltados à Indústria 4.0 estendidos a outros setores da economia, afetando, também, os portos brasileiros.


No Brasil, “por conta da recente recessão vivida no País, a solução de software foi a ferramenta de ajuda na otimização de processos e redução de custos, com benefícios para todos, mas, principalmente, para as áreas operacionais e comerciais, em todos os níveis, desde a base operacional até a estratégica”, lembra Caroline Helaehil. E a síntese é feita por Angela Maria Gheller Telles, diretora de Manufatura e Logística da TOTVS: Quando o assunto envolve portos brasileiros e logística portuária, o desafio é ainda maior”. A executiva cita, ainda, a importância dos sistemas para obtenção do compliance fiscal, assim como projetos mais recentes da Receita Federal – como Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA), Declaração Única de Exportação (DU-E) e Declaração Única de Importação (DU-Imp) – que trazem necessidades de adequações sistêmicas.


INDICAÇÕES E BENEFÍCIOS

“Essencialmente, toda área que possui fluxos de trabalhos manuais possui oportunidade para adoção de sistemas, com oportunidade de ganhos de produtividades e segurança e consequente redução de custos e erros operacionais. Especificamente no ambiente portuário, “percebemos grande demanda por soluções de automação, desde projetos simples como portarias, até projetos de grande complexidade em plataformas operacionais. Ferramentas de planejamento também estão em alta; e a otimização do uso dos recursos é essencial”, comenta a diretora da TOTVS, empresa presente em vários mercados, com área dedicada a supply chain e segmento exclusivo para Logística, tendo, inclusive, amplo reconhecimento do mercado na especialidade de Recintos Alfandegados.


Perigos surgem, tanto no uso da tecnologia, quanto na sua não-aplicação. Por isso, o diretor da iPortSolutions recomenda cuidado especial com relação aos ciberataques. Sua receita envolve operação assistida remota de RTG (Rubber Tired Gantry Cranes ou pórticos para contêineres sobre pneus), portainer (ou container crane, guindaste de contêiner em inglês), esteiras, tombadores etc., que criam redes de dados empresariais que precisam cada vez mais ser isoladas através de conceitos inovadores de segurança não só física, mas também lógica. Sugere, inclusive, a criação em cada uma das empresas de áreas de cibersegurança com profissionais capacitados em tecnologia, mas principalmente capacitados em normas ISO, como a ISO 27.001 de Segurança da Informação, ISO 28.000 de Cadeia Logística Segura e a ISO 31.000 de Gestão de Riscos. Para Willrich, atenção também deve ser dedicada ao melhoramento e à simplificação dos processos de importação e exportação, tanto burocraticamente, quanto integração da cadeia logística, o que em outros países – principalmente Europa, EUA e Ásia – são pontos consolidados. “Os sistemas vêm ao encontro dessa demanda, e sentimos uma movimentação principalmente dos órgãos brasileiros de controle para mudar essa realidade”, entende.



Soluções web há para os mais variados usos, como esta da Loginfo, disponível inclusive, em versão para smartphones

Olhando outros ângulos da problemática que envolve o uso de sistemas na área portuária, o diretor da Loginfo – empresa focada em sistemas completos para gestão portuária,

com soluções totalmente web e mobile –, fala sobre a escassez de profissionais qualificados, “tanto para a área de tecnologia quanto para área portuária, e mais ainda de profissionais que consigam transitar entre esses dois setores. Além disso, há carência de

cultura tecnológica. Particularmente na área portuária, verifica-se um vácuo de amadurecimento tecnológico e entendimento da necessidade de levar os negócios para a era digital”.


Ressaltando a criatividade brasileira promovida pela competição entre os operadores portuários, que – para Helaehil. – é “uma peculiaridade nacional responsável por fazer com que os departamentos comerciais negociem, com muita agilidade, contratos utilizando uma enorme quantidade de variáreis”, a responsável pelo departamento de comunicação da T2S, ressalta que, nesse contexto, “o sistema de billing parametriza os contratos, e todas as novas regras de faturamento passam a integrar todo o processo, desde o agendamento até a entrega da carga”.



TECNOLOGIAS EM DESTAQUE

Três tendências tecnológicas – segundo Telles – têm possuem potencial de grande impacto no setor: blockchain, machine learning ou inteligência artificial e IoT (sigla em inglês para Internet of Things, correspondente em português a Internet das Coisas), “disciplina que é bastante observada no setor, por meio de aplicações de tracking global e segurança como em lacres digitais. Com a tendência de barateamento de sensores e equipamentos, há uma grande probabilidade de disseminação de uso e surgimento de novas aplicações”, prevê. A diretora da TOTVS acredita também em novos modelos de negócios, oriundos da transformação digital. Como exemplo, cita plataformas digitais para contratação de fretes internacionais eliminando a necessidade de agentes tradicionais da cadeia. “Esta é uma tendência que parece não ter volta, apesar de ainda ser tímida no Brasil”, comenta, explicando que no caso do blockchain, em especial, o destaque fica com “sua vertente de smart contracts, passível de revolucionar a forma como as informações são trocadas entre os diversos elos da cadeia, diminuindo muito o tempo das transações com total garantia de segurança”.


Já a tecnologia de machine learning - aplicação da inteligência artificial - para a diretora da TOTVS, possui diversas aplicações nos campos de análises preditivas e detecção de anomalias. Elenca, também, soluções sofisticadas de forecasting, manutenção preventiva e otimização de recursos a partir do entendimento de padrões,que são realidade em diversas indústrias e possuem potencial de aplicação também no setor portuário. Além disso, o campo de reconhecimento facial proporciona um leque de opções em segurança e detecção de falhas.


Para Abreu, o uso de big data, blockchain e até mesmo de cloud computing, entre outros recursos, “precisam realmente e verdadeiramente serem empregados. Há grandes grupos que ainda têm dificuldade em integrar os seus sistemas de acesso, agendamento, cargas, compliance etc. Somente quando esses sistemas realmente estiverem integrados, conseguiremos partir para a implantação de análise de dados inteligente, otimização de recursos com cloud computing, segurança de transações e dados com blockchain de uma forma verdadeiramente eficiente, eficaz e com ganhos reais”, preconiza, recomendando atenção especial “no direcionamento de recursos principalmente em capacitação e tecnologia, uma vez que as companhias docas podem ser exemplos de otimização e organização logística para empresas públicas e privadas”.


A necessidade de debates regulatórios referentes ao processo de inovação e principalmente investimento nessas áreas tecnológicas é lembrada pelo diretor da iPortSolutions – empresa que comercializa suas soluções na modalidade SaaS (sigla em inglês para Software as a Service). Para ele, o investimento em tecnologia e inovação deveria ser visto pelas autoridades como fundamental e serem feitas mais cobranças às empresas que não investem em automação e tecnologia e, consequentemente, geram maiores custos a órgãos governamentais e mais riscos à cadeia logística.


“Não se pode parar uma carga em uma empresa 100% automatizada e que cumpre todos os requisitos regulatórios e deixar passar sem fiscalização uma carga em uma empresa que não tem nenhum desses requisitos e operações informatizadas”, reforça, solicitando “maior abrangência e utilização do Programa Brasileiro de Operadores Econômicos Autorizados – OEA, assim como aclaramento e definição dos benefícios, principalmente com relação ao nível de investimento tecnológico e consequentemente seus benefícios”, reivindica Abreu.

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